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sábado, 17 de novembro de 2012

Época de tosquia de ovelhas garante empregos temporários no Rio Grande do Sul

É tempo de tosquia no Rio Grande do Sul. Em Santana do Livramento, onde está o maior rebanho de ovinos do Estado, o trabalho de esquilar as ovelhas muda a rotina de quem trabalha nas propriedades rurais. E apesar das diferentes técnicas para tosar a lã dos animais, a época garante emprego temporário para muita gente até o fim do ano, quando termina a tosquia.
A grande movimentação na propriedade de Olimpio Somões Pires, em Santana do Livramento, fronteira do Brasil com o Uruguai, é para fazer a esquila, como é chamada por lá a tosquia das ovelhas. Os trabalhos são feitos com a ajuda de uma máquina. Os funcionários terminam o trabalho com tesouras. Em três dias, eles terão esquilados 1,2 mil somente nesta estância.
– A máquina não machuca os animais, é mais rápido. Eu vou esperar para vender a lã para conseguir um preço melhor, de R$ 6 a R$ 8  – diz Pires.
Em outra cabanha, o trabalho é manual. Nela, as tesouras não ficaram no fundo dos baús. A esquila dos 500 ovinos da raça merino australiano é feita à martelo. É chamada assim porque o barulho das tesouras se parece com o de martelos.
– É tradição, aprendi com os mais antigos, machuca menos o animal porque, como tem bastante lã, tem que olhar bem para tosar. Só cansa mais por causa da posição – diz o esquilador Hélio Garim.
Mas nem todo mundo começou os trabalhos. Na propriedade de Cláudio da Fontoura Arteche, a máquina de tosar está parada no galpão. O criador prefere esperar o tempo esquentar mais para esquilar os mais de 800 ovinos da raça texel
– É uma lã mais grossa, mas não dá para desperdiçar porque cada ovelha rende 3 quilos de lã – Arteche.
O valor da lã depende da raça do animal. A do merino australiano, por exemplo, está cotado a R$ 11 o quilo, 10 %a mais em relação à safra do ano passado.
Nas barracas, locais de compra e venda de lã, o trabalho também não para. Em uma delas, o estoque está lotado e com a venda garantida. O empresário Carlos Roberto Carneiro, que trabalha no ramo há mais de 20 anos, espera bons negócios.
– Eu recebo de 50 a 70% da lã dos produtores de Livramento, espero comprar de 2 a 3 milhões de quilos. 100% da lã é exportada para o Uruguai, porque as indústrias do Brasil não estão comprando. O mercado da lã está firme, se mantendo, o câmbio alto do dólar está ajudando a manter o valor – diz Carneiro.
A esquila também garante o trabalho para muita gente. Saul da Silva Soares, que vai de estância à estância levando a máquina de tosar, emprega 14 pessoas por mais de dois meses. A cada ovelha tosada o esquilador ganha, em média, R$ 3,5.
– A gente trabalha com pessoas experientes, que fazem esse tipo de trabalho há tempo e sabem lidar com os animais – diz Soares.
Fonte: Canal Rural
Excelente matéria do Canal Rural, lembro-me do tempo em que era guri, nessa época a movimentação nas fazendas e pequenas propriedades era grande, uma grande festa para mim toda aquela movimentação, outro dia estava conversando com meu tio que mora no interior, tio Castelar, ele cria ovelhas e estávamos comentando sobre o assunto, que hoje em nossa região os tosadores a (martelo), tosa com tesoura estão cada dia mais extintos, esse tipo de tosa geralmente é usado em pequenas propriedades, já os grandes criadores utilizam a máquina de tosquiar, como era divertido aqueles tempos de tosquia, ótimas lembranças da minha infância...

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