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sexta-feira, 3 de julho de 2015

Juiz abre prazo para réus questionarem perícias feitas na Kiss



O juiz Ulysses Fonseca Louzada, que conduz o processo criminal sobre o incêndio na boate Kiss, abriu prazo para que os réus questionem as perícias feitas na casa noturna. Os defensores tem cinco dias a contar desta sexta-feira para apresentar os questionamentos ou contestações na 1ª Vara Criminal de Santa Maria, onde tramita o processo.

Arquiteto disse que casa noturna não poderia jamais ter funcionado

As questões encaminhadas ao Judiciário, se houverem, serão enviadas para peritos, provavelmente, do Instituto-Geral de Perícias (IGP) para que sejam esclarecidas. A última perícia que o IGP realizou no local foi em março do ano passado, quando foram coletadas e guardadas amostras de materiais encontrados dentro do imóvel.

Ex-sócio da boate e réu comparece pela primeira a vez em audiência em Santa Maria

Esta pode ser a última fase do processo antes do interrogatório dos réus, se o juiz decidir por não realizar acareações nem reconstituição dos fatos ocorridos na madrugada de 27 de janeiro de 2013, quando um incêndio levou à morte 242 pessoas. São acusados por homicídio e tentativa de homicídio com dolo eventual (quando a pessoa assume o risco de causar a morte) os dois ex-sócios da boate, Elissandro Spohr, o Kiko, e Mauro Hoffmann, o músico Marcelo de Jesus dos Santos e o produtor de palco Luciano Bonilha Leão.

Sem prazo para os próximos julgamentos do caso Kiss

Louzada ainda negou o pedido para que fossem ouvidos os primeiros donos da Kiss, Alexandre da Silva Costa e Tiago Flores Mutti, e a arquiteta Cristina Trevisan, que assinou o projeto de reforma para abrir a boate em 2009. A solicitação havia sido feita pelo advogado Jader Marques, que defende Kiko, na audiência realizada na última terça-feira. A negativa dá por encerrada a fase de depoimentos de testemunhas.
Fonte:Diário de Santa Maria

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