Mercado Melo

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sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

COLUNA JHONATA ALMEIDA: “Pensando Alto”

Buenas!
No “Pensando Alto” de hoje, um tema que faz parte da minha vida... Não de forma profissional (mas que quase foi), entretanto algo que acompanho desde pequenino, um relacionamento antigo e que certamente durará pra sempre...

Lembro de 1994... Fazia uns dois meses que meu pai tinha me colocado (a meu pedido) na escolinha de Futebol...Eu brincava de ser goleiro na escola, desde o primeiro aninho... Era algo automático pra mim: via alguém com uma bola e rapidamente me posicionava em frente a algo que se assemelhasse a uma trave...Podia ser entre duas árvores, ou num portão, parede, ou até entre dois chinelos...Era instintivo, congênito... Despretensiosamente minha mãe chegou do trabalho um dia com um álbum de figurinhas... Era da Copa do Mundo de Futebol... Começaria dentro de um ou dois meses, e até então minha paixão por Futebol era meio inexplicável pra mim... Além de eu jogar bola na escola e com meus vizinhos, meu conhecimento acerca do tema se resumia em deitar na cama com meu pai e olhar alguns jogos às vezes numa TV em preto e branco que tínhamos... Mas com a chegada do álbum, tudo mudou... Até hoje (talvez por saudosismo) a melhor Copa do Mundo pra mim é a de 1994, a Copa do Tetra, mas em outra coluna abordarei melhor esse “subtema”...

Sempre ouço e leio coisas como “Futebol não enche barriga”; “eles estão lá ganhando fortunas e vocês aí sofrendo”; “isso é desperdício de dinheiro”; Ok,ok... Cada um com suas opiniões, mas quem respira Futebol como eu, sabe do que falo... Pra quem acompanha, torce, conhece, lê e discute o assunto, é algo que faz parte do cotidiano... É algo forte, presente... Não tem como fugir...

Com 9 anos eu já treinava nas “traves de onze”, e era reserva do “time dos grandes”...Me apontavam como um “goleiro promissor”...Porém, fui diagnosticado com a miopia que me acompanha e na época as lentes de contato eram algo “meio complicado” de adequar, até pela minha idade...Então abandonei a “carreira profissional”...Mas nunca deixei de jogar Futebol...

Recomendo aos que simpatizam com o tema que procurem as frases, textos e crônicas de Armando Nogueira: ninguém escreveu tão bem e de forma tão tocante sobre Futebol como ele... Era realmente o “camisa 10” da crônica futebolística...

Cada vez que vou caminhado em direção a um jogo, fico pensando no que “poderia ter sido”... Parece que imagino que estou indo pra um estádio lotado... Que é algo importante... Algo sério... Algo realmente competitivo (é que não gosto de perder nem no par-ou-ímpar, heheheh)... Repasso minhas tardes de treinos junto com os profissionais quando eu era pequeno... Tardes de muito sol... Ou de muita chuva... Mas de muitos sonhos...
É... Parece nostálgico demais... Mas estou apenas pensando alto...
Jhou Batera //
Cabeludo

Jhonata Almeida 

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